Don Fritto
Il sapore della semplicità O sabor da simplicidade
01. A minha históriaNasci na Costa Amalfitana
Cresci entre o luxo, o poder e uns quantos segredos que não me convém detalhar. Durante anos tive respeito, influência e tudo aquilo que muita gente passa a vida a perseguir. Confesso que sabia bem.
Até que um dia dei de caras com a receita de batatas fritas da minha avó portuguesa. Simples. Honesta. Perfeita. Três coisas que, sejamos francos, nunca foram propriamente o meu forte.
Enquanto o resto do mundo corria atrás de mais, eu percebi que já tinha o suficiente: uma tarde de sol, uma mesa cheia de amigos e uma boa dose de batatas.
No dia seguinte deixei o império. Não avisei ninguém: achei mais elegante.
Hoje vivo discretamente em Portugal, onde montei a La Dolce Fritta para partilhar aquilo que aprendi tarde demais. Porque as melhores coisas da vida não se compram.
Saboreiam-se.
02. A fichaPara quem gosta de papelada
- Profissão
- Mafioso reformado. Ênfase no reformado.
- Missão
- Convencer-te a abrandar.
- Hobby
- Batatas fritas. Todos os dias. Sem remorsos.
- Estado de espírito
- De férias, mesmo a trabalhar.
- Acessórios
- Óculos escuros. Uso-os à noite também.
- Defeitos
- Dizem que exagero nas histórias. Dizem mal.
03. A pergunta de sempre"Mas porquê uma lagosta?"
Perguntam-me isto todos os dias, normalmente com aquele ar de quem acha que descobriu alguma coisa.
A resposta é simples: eu sou verão, mar e férias. Tudo aquilo que se vende aqui, mas com antenas.
Sim, eu sei. Uma lagosta devia estar num restaurante caro, com toalha branca e um senhor a explicar-me o vinho. Estive lá. Preferi as batatas.
04. O ritualBatatas + Shot de Limoncello
Toda a gente séria tem um ritual. O meu é curto e não se discute: uma dose de batatas, acompanhada de um shot de limoncello.
Já experimentei explicar isto por palavras. Funciona melhor na prática.
05. O princípioEste era eu no primeiro dia
Antes do logo, das riscas e dos limões, eu era isto: umas tintas num bloco de papel, numa tarde qualquer, por alguém que decidiu que o mundo precisava de uma lagosta com óculos escuros.
Estava mais magro, admito. E a camisola tinha as riscas ao contrário. Reclamei, ninguém ligou.
Mas o cone de batatas já lá estava. Isso nunca esteve em discussão.
Não vendo batatas.
Vendo verão.
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